O anúncio de 50% de desconto na compra de painéis solares térmicos para aquecer água agradou aos portugueses e às empresas que vendem os equipamentos. O “balde de água fria” veio depois, quando se soube que apenas duas empresas em Portugal podem fazer os ditos descontos.
Todas as outras, algumas já estão no ramo há mais de 20 anos, querem saber porque é que ficaram de fora.
As duas empresas que foram convidadas para assinar o protocolo foram o grupo Bosch (que detém a marca Vulcano) e a empresa “Ao Sol”, que já pertenceu à GALP. Os clientes só terão direito ao desconto se comprarem a estas empresas.
Se o processo não for travado, a Associação Portuguesa de Energia Solar (Apisolar) avisa que muitos empresários vão ter de fechar as portas.
O presidente da Apisolar, Carlos Campos, não quer acreditar que tenha havido favoritismo. A ideia do Governo foi boa, mas ninguém compreende os critérios da escolha.
Critérios que parecem ter sido feitos “à medida”. Um deles é fazer 2 mil instalações por mês, condição que, até agora, ninguém consegue cumprir, nem as duas empresas escolhidas.
Da reunião desta manhã no Ministério da Economia ficou decidido que o processo vai começar mesmo na próxima segunda-feira. Os empresários do sector não pedem favores, só querem que o Governo deixe a concorrência funcionar.