Luanda - O lançamento do programa de formação em energias renováveis, do Ministério da Educação, com objectivo de promover no país o uso das fontes alternativas, bem como a inclusão curricular desta matéria, segunda-feira, em Luanda, mereceu destaque nos noticiários da semana finda.
O lançamento deste programa, que numa primeira fase vai abranger os técnicos do MED e o corpo directivo dos sete institutos médios agrários do país, é um dos factos que marcou a comemoração da Semana Global de Educação para Todos.
Segundo o vice-ministro da Educação para o ensino técnico profissional, Narciso dos Santos, tem se assistido nos últimos tempos a uma exploração acentuada dos combustíveis fósseis, com a consequente poluição da atmosfera e degradação dos solos com efeitos nocivos ao clima e a qualidade de vida.
Por esta razão, as chamadas fontes alternativas ganham um espaço cada vez maior, por não prejudicarem o ambiente e serem renováveis, a sua implementação menos onerosa e facilmente adaptadas nas comunidades, como é o caso da energia solar,
eólica e hídrica.
Outro assunto que mereceu atenção da imprensa, foi o anúncio feito pelo director nacional da Juventude, Cardoso José, que o Ministério da Juventude e Desportos criou o projecto de construção de casas sociais inserido no projecto “Angola Jovem”, com objectivo de chamar a atenção do sector bancário, para facilitar créditos habitacionais, para diminuir a carência de residências no
país, constam das matérias divulgadas na semana que hoje termina.
Em declarações à Angop, o responsável referiu que a cedência de créditos habitacionais é uma das estratégias encontradas pelo seu sector para garantir aos jovens a obtenção de casa própria em projectos governamentais ou através do sistema de auto-construção dirigida.
“Actualmente é quase impossível para a juventude adquirir a sua casa a pronto pagamento, só com créditos habitacionais, a serem pagos em 15 e 20 anos, será possível diminuir a carência de casas no país”, referiu.
Na mesma senda, informou que o projecto “Angola Jovem” está a decorrer de forma paulatina e segura, dentro dos planos previstos na sua concepção, na qual estão concluídos já 50 porcento da execução física do programa, iniciado em 2008.
Segundo o director, no final de Abril e princípio de Maio do corrente ano estarão abertas as candidaturas nas regiões aonde as obras estão na sua fase terminal, e no final deste ano está prevista a entrega das primeiras residências nas províncias do Kwanza Sul, Kwanza Norte, Bié, Moxico, Bengo, Benguela, Lunda Sul, Huíla e Zaire.
Outra matéria divulgada durante a semana finda, foi a informação divulgada pelo presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola (Anda), Silva Lopes Etiambulo, que durante os seis anos da implementação do projecto "Vem comigo" foram gastos 127.381.600.00 Kwanzas, beneficiando 29.830 mil famílias.
Segundo o presidente da Anda, o valor referido foi gasto na compra de kits de trabalho, na reabilitação física, formação profissional, alimentação, reassentamento e subsídio dos activistas sociais do projecto.
Ao longo desse período, disse, foram construídas 123 casas com material local para suprir a carência habitacional dos deficientes e retirá-los da rua.
O dispêndio pelo Instituto Nacional de Bolsas de Estudo (INABE), no ano acadêmico 2009, de akz um bilião 371 milhões e 840 mil, na
manutenção de despesas fixas referentes à três mil novos bolseiros, foi outro assunto de destaque na imprensa.
Segundo o director geral da instituição, Jesus Baptista, quando fazia esclarecimentos sobre os preparativos do processo de
candidaturas a bolsas de estudo, a decorrer de 04 a 15 de Maio próximo, em todo país, os encargos incluem o alojamento, a alimentação e o subsídio de bolsa, a atribuir-se mensalmente a cada estudante, sem incluir os gastos com os bolseiros do ano
transacto.
O responsável frisou que vai registar-se muita diferença em relação aos gastos do ano de 2008, cifrados em AKZ 830 milhões e 400 mil, devido a aprovação, este ano, de bolsas do tipo "C", "D" e "E". No ano passado só haviam as tipo "A" e "B", cuja diferença em termos de subsídios não especificou.