sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Espanha: 3% da costa está preparada para instalar equipamentos eólicos marinhos

A Espanha apresentou hoje, em Bruxelas, os resultados de um estudo do Ministério do Ambiente que revela que três por cento da costa do país está preparada para receber equipamentos eólicos marinhos.

"Surpreende que, com 10 mil quilómetros de costa e quase um milhão de quilómetros quadrados de superfície marinha, a Espanha seja o segundo produtor de energia eólica do mundo sem qualquer projecto marinho", disse Javier Cachón, o subdirector adjunto da Secretaria de Estado para as Mudanças Climáticas.

O "Estudo Estratégico do Litoral Espanhol" define as zonas em que podem construir-se parques marinhos sem prejuízo ambiental e serve de ferramenta de base para o posterior desenvolvimento de um sistema de concessão de projectos.

Para determinar quais as zonas que podem receber estes equipamentos considerou-se aquelas que não invadam um espaço natural protegido, bem como o seu valor turístico e cultural e que não interfiram com o tráfego marítimo e actividade piscatória.

"A nossa plataforma continental é muito estreita, o que faz com que perto da costa a profundidade seja grande e, a partir dos 25 ou 30 metros, não é viável instalar (equipamentos eólicos marinhos), porque os preços da obra de engenharia e da instalação disparam", disse Javier Cachón.

A delimitação das áreas preparadas para a instalação destes equipamentos é, para já, um "primeiro passo", uma vez que as empresas interessadas em avançar com estes projectos têm de fazer um "estudo desenvolvido e avançar com um processo administrativo para conseguir a licença de exploração", acrescentou.

De acordo com dados da Comissão Europeia, em 2020, 12 por cento do abastecimento de energia da União Europeia poderá ser de origem eólica e um terço da energia seria produzida pela água do mar.

Actualmente, a energia eólica serve apenas 3,7 por cento das necesidades eólicas europeias e, do ponto de vista social, o desenvolvimento destas técnicas pode criar mais de 250 mil postos de tra
balho para 2030, segundo o vice-presidente da Associação Europeia da Energia Oceânica, Hans Christian Sorensen.

VENTIPOWER conclui primeiros aerogeradores para exportação

A Ventipower, fábrica de aerogeradores que integra o cluster industrial eólico da Ventinveste, entrou em produção em Novembro de 2008 e concluiu recentemente as suas primeiras máquinas para exportação. 

Os cinco aerogeradores Repower, modelo MM92 (2MW), despedem-se esta semana da unidade na zona industrial de Oliveira de Frades, com destino a França, parque eólico de Moulin de La Drague. 

A Ventipower, construída de raiz com equipamentos tecnologicamente avançados e adaptados às necessidades da empresa e do mercado, tem uma capacidade instalada de 130 unidades por ano (260 MW). Espera-se que até ao final de 2009 sejam produzidos nesta unidade cerca de 90 aerogeradores, mais de 90% das máquinas destinadas à exportação.

A construção desta unidade foi um investimento que ascendeu a 7,6 milhões de euros e representa a criação de uma centena de novos postos de trabalho. Foi fundamental a estreita colaboração da Repower Systems neste projecto com a transferência de tecnologia para a sua participada portuguesa.

A Ventipower é uma das unidades industriais que decorrem da criação do cluster industrial eólico, um projecto assumido pelo consórcio Ventinveste com a vitória na Fase B do concurso público, lançado pelo Governo Português para a atribuição de 400 MW de capacidade de injecção e dos respectivos pontos de recepção associados à produção de energia eléctrica em centrais eólicas.
A criação deste cluster está a dotar Portugal de condições excepcionais que permitem fabricar, em território nacional, mais de 90% dos componentes para aerogeradores. No conjunto destas unidades industriais o cluster vai criar mais de 1300 novos postos de trabalho.

in Portal das Energias Renovaveis

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

3M cria divisão de energias renováveis

Energias renováveis é a nova divisão da 3M, que vai permitir maximizar tecnologias, produtos e a resposta da empresa à indústria de energias renováveis. Os produtos desta divisão vão incluir artigos já comercializados na indústria, produtos criados para o mercado de energias renováveis e adaptados a partir de tecnologias existentes, de acordo com informação da empresa.

A divisão está inserida no negócio de Indústria e Transportes e vai focar as vertentes de geração de energia e gestão de energia. Neste âmbito, a 3M nomeou Michael Roman como vice-presidente e director geral para gerir o novo negócio.

«A nova operação da 3M vai servir o mercado de energias renováveis a nível global e reunir os melhores produtos e tecnologias numa única fonte, disponibilizando-os aos clientes em todo o mundo», referiu Michael Roman.

Para a geração de energia, a 3M vai produzir soluções como películas, fitas, coberturas, material de bloqueio, vedantes e adesivos, através da energia solar, eólica, geotérmica e biocombustíveis.

Na indústria eólica, a empresa fornece soluções há mais de uma década. Por exemplo, as fitas de poliuretano têm sido usadas para proteger as lâminas das turbinas eólicas. Com a Divisão de Energias Renováveis, a 3M vai especializar-se em películas, fitas, coberturas e adesivos para melhorar a fiabilidade e eficácia das turbinas. Esta tecnologia pode ser usada para mitigar a erosão, sujidade e a formação de gelo nas lâminas, bem como para melhorar a aerodinâmica das mesmas.

Na área de gestão de energia, a 3M recebeu a primeira patente de películas para janelas em 1966 e continua a ser uma das líderes mundiais nesta tecnologia. Actualmente, o porta-fólio de películas para janelas tem crescido para incluir gestão e segurança solar e plataformas de tecnologia decorativa, que são comercializadas nos segmentos do mercado automóvel, construção comercial e construção residencial em todo o mundo.

in Portal das E.R.

EDP quer turbinas eléctricas flutuantes na costa portuguesa

A EDP assinou um memorando de entendimento para instalar turbinas eólicas flutuantes na costa portuguesa, em zonas com mais de 50 metros de profundidade de água. 

A EDP vai avançar com o projecto WindFloat - desenvolvido pela EDP Inovação juntamente com a empresa Principle Power -, que se propõe instalar parques eólicos geradores de electricidade na costa portuguesa.

Este projecto foi concebido pela empresa Marine Innovation & Technology e é detido pela sociedade Principle Power, com sede em Seattle, nos Estados Unidos da América.

A EDP considera que os geradores eólicos e as respectivas bases flutuantes do projecto WindFloat terão características inovadoras, que asseguram maior controlo do movimento das ondas e das turbinas.

Segundo a EDP, a operação será realizada em três fases. "Na primeira fase será construído e instalado um WindFloat para efeitos de demonstração. Segue-se uma fase pré-comercial, em que serão instalados três a cinco equipamentos, e por fim o projecto entrará na fase de exploração comercial", refere a EDP.

in Portal das Energias Renováveis

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Açores produzirão 40% de energias renováveis

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, reafirmou esta quinta-feira a intenção dos Açores atingirem, dentro de uma década, uma penetração de 40 por cento de energias renováveis no sector eléctrico.

“A nossa ambição é muito maior do que essa meta e de acordo com o plano estratégico pretende-se que o sector eléctrico represente 50 por cento do consumo global de energia nas ilhas”, acrescentou.

Álamo Meneses visitou hoje a zona do Pico Alto na Ilha Terceira onde a Sociedade Geoeléctrica da Terceira (Geoterceira) do grupo da Empresa de Electricidade dos Açores (EDA) está a efectuar a perfuração de três poços geotérmicos de produção e de injecção.

Os trabalhos estão a ser desenvolvidos por uma empresa islandesa da especialidade e têm um custo estimado de 4,3 milhões de euros.

Se os resultados forem positivos, como revelam os primeiros indicadores, será construída uma central de abastecimento, com a potência de 12 megawatts, que assegurará 38 por cento na estrutura de produção de energia da ilha Terceira.

Na região está em desenvolvimento o Plano Estratégico para a Energia dos Açores (PEEA) que visa “fomentar a produção de energia de fontes renováveis e recursos endógenos prevendo-se a redução do consumo de gasóleo e gasolina rodoviários até 10 por cento e do fuel em mais de 50 por cento”.

Na ocasião Álamo Meneses sublinhou que “o maior desafio do nosso tempo é o de produzir energia que seja compatível com a manutenção da qualidade ambiental”.

Contam com “a produção de energias renováveis, particularmente a geotermia”, por ser “um contributo e poderoso que vai permitir cumprir as metas” em termos de penetração das energias renováveis, disse.

Actualmente, os 28 por cento de penetração de energias renováveis no sector eléctrico evitam a emissão de 145 mil toneladas de CO2, mas dentro, de uma década, esse valor passará a ser de 555 mil toneladas de emissões suprimidas.

Para concretizar o PEEA, a Empresa de Electricidade dos Açores estima investir nos próximos cinco anos 105 milhões de euros de forma a possuir uma potência em energia verde de 46 megawatts.

Vão ser construídas duas centrais de biomassa vegetal e duas de biogás nas ilhas Terceira e São Miguel, uma central de resíduos em São Miguel, instalação de aerogeradores em São Miguel (10) Santa Maria (2), Graciosa (2), São Jorge (3), Pico (2) e Faial (3).

Os investimentos abrangem, também, a ampliação de uma central geotérmica e a construção de uma nova na ilha de São Miguel, aproveitamento hidroeléctrico em São Jorge e uma nova central hídrica nas Flores.

in Portal das Energias Renováveis

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

CGD, BES e BCP preparam investimento em painéis solares

Caixa Geral de Depósitos, BES e BCP estão disponíveis para apoiar o investimento em painéis solares, no âmbito do programa de incentivo à utilização de energias renováveis para particulares.

Um documento do Ministério da Economia, citado pela Lusa, avança que estas três instituições financeiras são as que têm condições para suportar este investimento.

A CGD informa que já tem uma "política de sustentabilidade que promove o crédito a painéis solares já há algum tempo", apesar de não fornecer dados sobre o crédito concedido neste âmbito.

Hoje, José Sócrates anunciou, no debate quinzenal, benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares durante este ano. Chega mesmo a falar de um "triplo benefício para as famílias.

A meta é instalar painéis solares em 65 mil habitações, num investimento de 225 milhões de euros, com comparticipação do Estado de 100 milhões.

As vantagens são várias. O primeiro-ministro explicou que as famílias que optem pela instalação de painéis solares este ano "pagarão menos de metade do custo do equipamento, verão a sua factura energética anual reduzir-se em mais 20%, e terão ainda um benefício fiscal de 30% do custo de investimento do primeiro ano".

Durante o debate, Sócrates disse que "haverá vários bancos já preparados para assistir este investimento".

in Portal das Energias Renovaveis

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

INESC do Porto participa em projecto de energias alternativas

Um laboratório português acaba de ser convidado a participar na mudança americana para as energias alternativas. 
O INESC Porto tem dois anos, para apresentar o projecto de uma plataforma que permite a previsão da produção de energia eléctrica, em centrais eólicas, nos Estados Unidos.

Projecto de investigação de energias alternativas na UBI

Dois investigadores da Universidade da Beira Interior desenvolveram um sistema aquático para armazenamento de energia na forma de ar comprimido. Os reservatórios depositados em pleno oceano, podem acumular energia produzida directamente a partir de parques eólicos flutuantes.

ver video no link abaixo:

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=386500&tema=27