quinta-feira, 21 de maio de 2009

Martifer Renewables ultrapassa 100 MW de capacidade instalada

O portfolio da Martifer Renewables, empresa do Grupo Martifer para a geração eléctrica, é actualmente de 104,6 MW de capacidade instalada. Em 2008 a empresa reforçou a sua presença em Portugal; entrou no mercado brasileiro, onde tem dois parques em operação; concluiu projectos solares em Espanha e vai inaugurar brevemente na Polónia o primeiro parque eólico.

No portfolio da Martifer Renewables incluem-se 96,7MW de capacidade instalada em parques eólicos em operação na Alemanha, Brasil, Polónia e Portugal. Embora o enfoque da empresa seja a energia eólica, pela sua maturidade tecnológica e menores custos de produção, os projectos de energia solar contribuem também para este portfolio. Em Espanha a empresa detém 7,6 MW de capacidade instalada em projectos solares fotovoltaicos.

Na Alemanha a Martifer Renewables detém dois parques eólicos com 53,4 MW de capacidade instalada e que facturaram, em 2008, 9,1 milhões de euros.

Na Polónia os primeiros 10MW estão já em operação, sendo a inauguração oficial no dia 16 de Junho.

No Brasil, através da sua participada em 55% Ventania, a Martifer Renewables inaugurou dois parques com 14,7 MW no final de 2008, no nordeste do país, uma das zonas do mundo com melhor recurso eólico.

Em Portugal a Martifer Renewables têm vindo a colocar progressivamente em operação os 18,9 MW licenciados respeitantes a 2 parques eólicos - Vila Franca de Xira e Baião - nos quais a empresa detêm uma participação de 50%. Estima-se que a totalidade dos 18,9 MW entre em operação durante a 1ª quinzena do mês de Junho. Tratam-se de 2 parques enquadrados na
tarifa anterior ao DL 33-A/2005”. Ainda em Portugal, e no âmbito do projecto da Ventinveste, prevê-se para o último trimestre deste ano o início de construção do primeiro parque de um total de seis que constituem este projecto, desenvolvido em conjunto com a Galp e a Enersis e decorrente da atribuição de 400MW da denominada Fase B do concurso eólico.

A Martifer Renewables está actualmente presente em 13 países - Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Eslováquia, Ucrânia, Estados Unidos da América, Brasil, Bulgária, Austrália, Grécia e Itália - e participa num portfolio de projectos em operação e desenvolvimento de cerca de 4GW. 

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Corte das tarifas eólicas em Espanha ensombra planos da EDP Renováveis

Madrid está a preparar um novo quadro de remuneração das energias verdes.

Uma nuvem negra paira sobre os objectivos eólicos da EDP Renováveis em Espanha, o maior mercado do grupo português em todo o continente europeu. Madrid prepara-se para reduzir as ajudas ao sector.

O Ministério da Indústria espanhol quer diminuir os prémios que recebem as energias renováveis. Uma decisão que poderá ter impacto sobre os cerca de 4.800 megawatts (MW) que a EDP Renováveis tem em carteira para os próximos anos. De fora prometem ficar os 2.109 MW já em operação e os projectos que se encontram em fase de construção.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Director-geral da Certif garante que o Governo ignora as entidades de certificação solar

Portugal tem o segundo maior dos cinco centros certificadores de sistemas solares da União Europeia, depois do alemão, mas “nunca foi contactado” por nenhum responsável governamental no âmbito de medidas para o sector, nomeadamente na definição das campanhas de apoio aos colectores solares térmicos.

A denúncia parte do director-geral da Certif, Francisco Barroca, que considera desadequados os critérios decisivos de acesso das empresas à campanha governamental dos painéis solares térmicos. Em vez de económicos, diz, deviam ser técnicos e com uma preocupação prévia de certificação, que “não existiu”.

“Isto não foi conduzido de forma profissional”, diz o responsável, em declarações ao PÚBLICO. Em causa, está um processo que começou com a agitação das empresas perante o alegado favorecimento do concurso a algumas entidades, prosseguiu com o Governo a ter de rever os critérios iniciais e com a abertura da campanha com apenas uma empresa a ter produto certificado.

Ainda assim, a solução de critérios económicos mais flexíveis e menos ambiciosos, como o da capacidade de produção, é insatisfatória, para Francisco Barroca. “Teria sido adequado fixar um valor mínimo para o rendimento dos equipamentos”, reflectindo a eficiência dos mesmos e comprovada através de certificação. Diz ter sido este o caminho das campanhas lançadas na Alemanha e na Áustria, que impuseram mínimos. “Essa é que era uma medida correcta. Melhoraria o desempenho dos equipamentos que são financiados.”

“Seria uma medida a favor das empresas portuguesas e não contra elas. Qualquer país deve apoiar as suas empresas, sobretudo as que se preocupam com a sua qualidade”, defende.


Cumprir normas


Não sendo obrigatória nem diferenciando entre produtos melhores e piores, a certificação garante que um determinado produto ou sistema cumpre as normas, mas em Portugal, queixa-se, “não há um verdadeiro apoio às empresas que se preocupam com a qualidade dos seus produtos e que perdem em detrimento de outras, que não cumprem”.

Sem o tal trabalho prévio de certificação – que “teria durado dois meses” –, a campanha do solar térmico pôs as empresas com pressa. “Não há mais empresas a certificarem-se, mas sim com mais pressa. Para terem apoios financeiros, as empresas vêm ter connosco.” Para responder à procura “apressada”, a Certif recorre cada vez mais a laboratórios espanhóis e a lista de espera chega a um ano.

A indiferença com que a administração central lida com as instituições competentes estende-se também às autarquias e, num caso concreto, à certificação dos parques infantis, no âmbito de concursos públicos. “Temos produtos certificados, que respeitam as normas nacionais e europeias, e não são apoiados”, afirma o dirigente da Certif.

Para os parques infantis, as empresas têm de demonstrar que os produtos cumprem as normas europeias e “a maneira mais fácil de o provar é certificar os seus produtos por entidades independentes”. Recentemente, uma autarquia lançou um concurso em que exigia equipamentos ensaiados por um “organismo na Alemanha”. Ora, diz Francisco Barroca, “só podiam aceder empresas estrangeiras”.

O responsável acredita que muitos destes processos “surgem por desconhecimento puro” dos respectivos responsáveis, quando o país já tem um laboratório preparado para ensaios de equipamentos de parques infantis e uma extensa lista de fabricantes certificados. A Certif exigiu, neste caso, que o regulamento fosse alterado, o que foi negado. Então, ameaçou avançar para os tribunais e a imprensa e a cláusula foi rapidamente corrigida.

A Certif é uma entidade independente constituída por 24 associações empresariais e laboratórios. A certificação solar representa apenas uma parte da sua actividade. Tem 88 certificados solares em vigor, dos quais 59 são Solar Keymark e os restantes marca Certif, o que significa que não consideraram necessário ter a marca europeia por questões de negócio. O organismo representa 49 clientes, sendo que destes 15 são fabricantes nacionais. Emprega 20 pessoas, colaborando com 50 auditores externos e mais de três dezenas de laboratórios portugueses e europeus, tendo, neste momento, clientes em 25 países. 

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Empresa apadrinhada por Sócrates e Pinho confirma perda de certificação solar

A empresa de painéis solares termodinâmicos Energie confirmou ter sido hoje à tarde notificada pelo laboratório alemão Dincercto do cancelamento da certificação solar dos seus produtos, manifestando-se "surpreendida" com "tão insólita" decisão.

"A Energie lamenta que apenas tenha sido notificada da decisão da Dincercto hoje ao início da tarde, depois do assunto ter sido divulgado na imprensa, sem qualquer possibilidade de contestar ou, no mínimo, perceber as razões que levaram a esta tomada de posição", refere a empresa em comunicado.

"Neste momento - acrescenta - a Energie está a fazer todas as diligências no sentido de perceber a razão de tão 'insólita' decisão".

No comunicado, a empresa da Póvoa de Varzim diz ter sido "surpreendida" com a notícia de hoje do jornal PÚBLICO que dava conta da perda da certificação, garantindo ter tido conhecimento deste facto pela comunicação social.

O jornal PÚBLICO noticiou hoje a retirada pela Dincercto da certificação 'SolarKeymark' que este laboratório havia atribuído à Energie a 10 de Março deste ano, após um "intenso debate ao longo do último mês na indústria europeia do solar térmico".

Com a perda da certificação, a empresa - que integra a lista de entidades autorizadas para a campanha governamental de apoio à compra de painéis solares térmicos e já tinha requerido a sua inclusão na lista de equipamentos solares obrigatórios para os edifícios novos - deixa de ter os seus produtos classificados como "solares" e, consequentemente, de poder aceder a estes programas.

Recentemente, a Energie recebeu a visita do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro da Economia, Manuel Pinho, no âmbito da promoção da compra de painéis solares térmicos.

Em causa está o facto de os painéis fabricados pela Energie alegadamente recorrerem como fonte principal, e não subsidiária, à energia eléctrica, contrariamente ao que acontece com os colectores solares térmicos.

Segundo documentos a que o PÚBLICO teve acesso, o equipamento da empresa portuguesa tem um sistema eléctrico de apoio de 1,2kW, quando um colector solar térmico corrente não precisa de mais do que 0,1kW, o que se traduz numa "expressiva factura eléctrica".

"Ou seja" - avança o jornal - "quem compra um sistema como o referido a pensar que é um colector solar térmico pode ver a sua conta de electricidade aumentar em vez de diminuir".

Semana oficial do Sol em Portugal: de 9 a 17 de Maio de 2009

O Projecto Dias Europeus do Sol tem o objectivo de promover pela Europa o uso do sol como fonte de energia significativa.

Os primeiros Dias Europeus do Sol foram celebrados na semana de 16 de Maio de 2008 contando com mais de 4.000 eventos em 13 países Europeus.

O projecto, coordenado pela ESTIF – European Solar Thermal Industry Federation, juntamente com a cooperação da EPIA – European Photovoltaic Industry Association é apoiado por mais de 20 organizações a nível Nacional e Europeu e junta pela Europa alguns dos maiores actores do mercado dos sectores solar térmico e fotovoltaico.

Em Portugal, a APISOLAR - Associação Portuguesa de Indústria Solar é a entidade organizadora oficial. Tem como função coordenar todos os eventos associados ao projecto, sendo responsável por angariar outros eventos que decorrem por todo o país. Contribui, através da sua divulgação e fornecimento de material de comunicação junto das instituições promotoras dos eventos e da comunidade.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Carro movido a biocombustível atinge velocidade superior a 230 quilómetros por hora

Preocupados com o ambiente, um grupo de cientistas da universidade inglesa de Warwick desenvolveu um carro Fórmula 3 (denominado «World First», o mundo primeiro), movido a biocombustível e basicamente construído por vegetais.

Numa tentativa de sustentabilidade, os autores construíram este carro de corrida à base de vegetais. O volante é feito de fibras derivadas de cenouras e outros vegetais e o assento tem uma base de fibra de vidro e espuma de óleo de soja.

O tanque de combustível é movido à base de biocombustível feito à base de restos de chocolate e óleos vegetais. Toda a estrutura do carro é também feita de fibras vegetais.

Os criadores deste Fórmula 3 calculam que o carro consiga atingir uma velocidade superior a 230 quilómetros por hora.

No entanto, o sonho de colocar o carro nas competições de Fórmula 3 não se vai poder realizar, uma vez que, sendo movido a biodiesel, está fora das regras da categoria.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Portugal está aquém da meta das renováveis

Nem Portugal nem os 27 no seu conjunto devem conseguir atingir em 2010 o objectivo traçado pela União Europeia para as energias renováveis. Bruxelas repara no avanço, mas diz que não deve ser suficiente.

O relatório para este ano avalia o progresso feito, até ao momento, sobre as quantidades de renováveis utilizadas quer na electricidade quer nos transportes.

No ano que vem, 39% da electricidade consumida em Portugal deveria ser de origem verde. Para atingir tal objectivo, Portugal precisaria de aumentar a parcela das renováveis de 32,5% para 39%. No entanto, em 2006, apenas 31% tinham tal origem, o que quer dizer que o país não continuou o avanço antes alcançado (zero), assinala o relatório de progresso. A maior parte do esforço foi atingido, diz o documento, entre 2004 e 2006, altura em que se registou um crescendo de 2,6 pontos percentuais. "É de notar que a parcela de electricidade de origem renovável na Áustria, França, Letónia, Portugal, Roménia e Eslovénia foi inferior em 2006 do que no ano de referência", que no caso é 1997. "Por isso, estes países precisam de fazer mais para reverter a tendência negativa", refere o documento.

Já para os transportes, Portugal está bem mais próximo dos objectivos programados. Em 2010, 5,75% do combustível consumido deve ser de origem biológica.

Bruxelas queria que no ano que vem, 21% da energia consumida nos países da União fosse produzida a partir de fontes renováveis. Mas no ponto de situação que agora publica, admite que, muito provavelmente, a parcela das renováveis não deverá ultrapassar os 19%. No que respeita o combustível utilizado nos transportes, Bruxelas, pretendia que 5,75% fosse de origem ecológica, mas é possível que apenas 4% o sejam. Para o cômputo vale o biocombustível, o biodisel e o bioetanol. Em 2006, mais de metade dos países europeus estava aquém dos objectivos.

As metas europeias para as renováveis fazem parte do plano maior da Comissão de reduzir as emissões de gases com efeito estufa e diminuir a dependência dos combustíveis fósseis, como o petróleo. 

domingo, 3 de maio de 2009

EDPR admite repensar investimento nas eólicas em 2012

A EDP Renováveis diz que é necessário rever a tarifa associada às eólicas a partir de 2012 para que esta torne o investimento rentável.

A afirmação foi feita por fonte próxima da empresa à Agência Financeira, reagindo à notícia avançada pelo «Semanário Económico», depois de João Paulo Costeira, responsável pela área operacional da empresa ter afirmado que «não fomos sequer aos últimos concursos de atribuição de licenças».

A empresa esclarece, no entanto, que o responsável estava-se a referir a um cenário a curto-prazo.

Segundo o mesmo jornal, João Paulo Costeira disse ainda que «se tivéssemos uma obrigação de investimento anual em Portugal cumpriríamos, mas podemos investir em outros países. Portugal não é muito interessante», acrescentando, no entanto, que o País «ainda tem condições para ser um mercado interessante porque a tarifa é fixa».

Segundo o mesmo jornal, em 2005, com a alteração da legislação, as tarifas aplicadas às energias renováveis - e em particular às eólicas - baixaram 15% e deixaram de ser indexadas à taxa da inflação.

«Como o pagamento pela energia não é indexado penaliza o resultado e os custos são os mesmos», refere Fernando Pacheco, administrador executivo da Iberdrola.